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quinta-feira, 25 de junho de 2015

MENSAGEM DA PASTORAL DO MIGRANTE – DIA DO MIGRANTE

Sociedade e Migração.
Não ao preconceito, por direitos e participação!

Que relações há entre a imigração contemporânea no Brasil e as migrações de cerca de 240 milhões de pessoas em todo o mundo, inclusive as da costa do mar mediterrâneo em direção a Europa?
Podemos considerar ao menos três aspectos comuns à imigração no Brasil e no mundo: O primeiro é que muitos imigrantes são fugitivos da pobreza; da vergonhosa desigualdade social; de perseguições políticas, religiosas; preconceitos; de violências contra minorias étnicas; etc. O segundo aspecto tem a ver com as mudanças climáticas aceleradas pelo intenso ritmo de produção e consumo que está levando o planeta ao colapso ecológico e ameaça a vida na Terra; do não acesso à água potável; de catástrofes naturais, como tsunamis, terremotos. E o terceiro aspecto relaciona as migrações às crises econômicas; guerras; grandes obras, grandes eventos; à impunidade de crimes como tráfico de pessoas e trabalho escravo que, de acordo com a ONU (2013), logo atrás do tráfico de drogas e de armas, são o terceiro crime mais praticado no mundo e movimentam cerca de 32 bilhões de dólares por ano, o que os coloca entre as atividades criminosas mais lucrativas da economia globalizada; à escassez de políticas migratórias que viabilizem a promoção do migrante como pessoa de direitos, de saberes que contribuem para o bem estar das comunidades que o acolhem. A maioria dos 240 milhões de migrantes no mundo atual vivencia problemas sociais semelhantes aos vividos por muitos imigrantes que tentam melhorar ou recomeçar suas vidas em terras brasileiras.
Há motivos reais para alardes sobre uma “invasão de estrangeiros” no Brasil? Segundo o Eurostat Statistic (2015), em 2012 havia 33,3 milhões de imigrantes na Europa, ou 6,6% da população do continente. A Alemanha e a França tinham, respectivamente, cerca de 12% e 11% de imigrantes. Em 2013, os EUA tinham 46 milhões de imigrantes, 15% de sua população. Já os brasileiros que vivem e trabalham em outros países chegam a 2,8 milhões de pessoas. Ora, os imigrantes que vivem e trabalham no Brasil são cerca de 1,8 milhão de pessoas, ou, 1% de nossa população. É falso falar em “invasão de estrangeiros” no Brasil. Isto só estimula o preconceito e a xenofobia. Na verdade, a sociedade brasileira formada por imigrantes pode ou deve buscar compreender a realidade da imigração; discutir e pressionar os governos para implementar políticas migratórias humanitárias, como o direito universal a acolhida.
Para além da xenofobia, preconceito étnico e racial: No final do Séc. XIX e início do Séc. XX, a imigração no Brasil era branca, de origem europeia, voltada para o colonato e o trabalho assalariado. Hoje, como antes, a imigração permanece voltada para o trabalho; a condição social e econômica dos imigrantes de antes e dos de hoje se caracteriza pela vulnerabilidade. Hoje, como antes, eles fogem da pobreza e trazem a esperança de conquistar respeito, dignidade, e, também trazem a capacidade de contribuir, a partir do seu trabalho, da sua cultura, para alcançar melhor padrão de vida para todas as pessoas. O que mudou então para que a xenofobia e o preconceito sejam tão acintosos como vemos nas redes sociais e nas ruas? Mudou a cor da pele e procedência dos imigrantes. Antes eram brancos europeus. Hoje são negros africanos e caribenhos destinados a postos de trabalho de baixa remuneração, como babás, frentistas, caixas de supermercados, açougueiros, ajudantes gerais, faxineiros, etc.
Há que se considerar também a migração interna no Brasil. Apesar de não constar na agenda política, ela é intensa e suas causas não são diferentes daquelas que motivam a imigração internacional. Em geral, os migrantes internos fogem de violências; da pobreza; conflitos agrários; de enchentes devastadoras; da falta de água potável; etc. Se antes as migrações internas eram percebidas através dos fluxos de nordestinos para a Região Sudeste, de sulistas para as respectivas Regiões Norte e Centro Oeste, hoje o mapa das migrações internas mostra fluxos migratórios mais complexos e voláteis entre todas as regiões brasileiras. De acordo com o IBGE (2010), a expansão do agronegócio e das grandes obras contribuiu para diversificar as rotas migratórias e os rostos dos migrantes. Em sua maioria eles são Indígenas, quilombolas, camponeses, ribeirinhos, operários, jovens (moças e rapazes) que buscam trabalho, estudo, tratamento de saúde e trazem esperanças, saberes vitais às nossas necessidades básicas, como alimentação, diversão, estudos, serviços, etc.
Políticas públicas e imigração: a imigração não é um fato isolado, nem exclusivo de um país. Então, como tratá-la de forma articulada e com foco na garantia de direitos? Não há fórmulas prontas e o caminho é sinuoso. Porém, não há dúvida da urgência de políticas de gestão humanitária da imigração, articuladas entre regiões de origem, trânsito e destino dos migrantes. E nesse aspecto o Brasil precisa dar passos concretos e ágeis. Essas políticas devem viabilizar processos justos e acessíveis de documentação, acesso ao trabalho decente, à moradia, à saúde, ao aprendizado da língua, a programas culturais e pedagógicos, como formas de inculturação, prevenção e enfrentamento ao preconceito e à xenofobia.
Ao abordar o tema sociedade e migração, a Pastoral dos Migrantes convida todas as pessoas e instituições a considerar os migrantes como dons e oportunidades de novos caminhos para a humanidade. Eles nos convidam a abrir a mente, as economias, as políticas; a vencer o medo; a enriquecer nossas culturas; estimulam-nos a derrubar fronteiras e revelam-nos que somos filhos e filhas da mesma pachamama (Mãe Terra). Trata-se de respeitar suas visões de mundo, saberes e experiências fundamentais para a construção de outros mundos possíveis. E possíveis porque já existentes nas práticas cotidianas de pessoas e comunidades. Possamos assim recriar uma nova sociedade, na qual a pátria de todos seja o mundo e o idioma seja o amor, que é sempre capaz de fazer novas todas as coisas.

Serviço Pastoral dos Migrantes – SPM- 30 anos rompendo fronteiras com os migrantes!

quarta-feira, 10 de junho de 2015

30ª SEMANA DO MIGRANTE - 2015

A 30ª Semana do Migrante, será de 14 a 21 de junho de 2015, com o tema SOCIEDADE E MIGRAÇÃO e com o lema NÃO AO PRECONCEITO, POR DIREITOS E PARTICIPAÇÃO!


O Serviço Pastoral dos Migrantes do Nordeste comemora a semana do migrante na Paraíba com uma programação bem completa, confira: 

terça-feira, 2 de junho de 2015

SPM NE executa projeto Cisternas nas Escolas no Agreste e Cariri Paraibano


A ideia do projeto Cisternas nas Escolas surgiu a partir da assinatura do Pacto Nacional Um Mundo para a Criança e o Adolescente do Semiárido, assinado em 2007 pelo Governo Federal, governos estaduais e a sociedade civil organizada. A iniciativa foi articulada pelo Fundo das Nações Unidas pela Infância (Unicef) para acelerar as ações e decisões políticas capazes de melhorar a vida de crianças que vivem nessa região. Esse projeto é mais uma ação da ASA Brasil em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e as prefeituras municipais. O projeto piloto aconteceu na Bahia, em 2009, através da ASA Bahia. Em 2010, a experiência foi ampliada para todos os estados do Semiárido sob a coordenação da ASA BRASIL.
Em 2015, a ASA/BRASIL retoma o projeto com um número maior de implementações, na perspectiva de abranger todos os Estados onde o semiárido está presente.
            No Agreste e no Cariri Paraibano, o Serviço Pastoral dos Migrantes do Nordeste, que já desenvolve o programa de convivência com o semiárido, vem executando projeto em nove municípios, sendo eles: Ingá, Itabaiana, Fagundes, Boqueirão, Barra de São Miguel, Barra de Santana, Alcantil e Cabaceiras.
As cisternas nas escolas estão sendo construídas com capacidade para armazenar 52 mil litros de água. Além da construção das cisternas, cada escola receberá um recurso que deverá ser utilizado na melhoria do sistema de captação e distribuição de água na instituição, como por exemplo, instalação de caixa d’água elevada e encanamento.
As escolas que participam do projeto recebem também materiais pedagógicos que são trabalhados com as crianças na sala de aula, onde os temas abordados estão diretamente relacionados ao dia a dia dos alunos e da comunidade, fortalecendo uma concepção de educação do campo onde a contextualização é princípio fundante.
O projeto garante o armazenamento da água para os períodos de estiagem e também possibilita a capacitação dos profissionais e demais envolvidos na escola, através dos cursos de gerenciamento de recursos hídricos na Escola, estimulando que as escolas trabalhem o conhecimento e valorização da convivência com o Semiárido.


Conferência Regional de Segurança Alimentar e Nutricional do Agreste acontece em Campina Grande/PB

A Conferência Regional de Segurança Alimentar e Nutricional do Agreste acontece em Campina Grande no dia 28 de maio, no auditório da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) com horário de início previsto para às 8h30 e encerramento às 17h.
Essa Conferência é parte do processo preparatório da 5ª Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, e da Conferência Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional que será precedida de Conferências Municipais – e/ou Regionais, Temáticas. Tem como lema: “Comida de verdade no campo e na cidade: por direitos e soberania alimentar”.  É realizada pelo Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional (CONSEA-PB) e o Governo do Estado, através da Secretaria de Estado do Desenvolvido Humano.
Tem como objetivo geral ampliar e fortalecer os compromissos políticos para a promoção da soberania alimentar, garantindo a todas e todos o direito humano à alimentação adequada e saudável, assegurando a participação social e a gestão intersetorial no Sistema, na Política e no Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional.
Para atender a esses objetivos, foram definidos três eixos temáticos:
Eixo 1 – Comida de verdade: avanços e obstáculos para a conquista da alimentação adequada e saudável e da soberania alimentar.
Eixo 2 – Dinâmicas em curso, escolhas estratégicas e alcances da política pública.
Eixo 3 – Fortalecimento do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Encontro de Midialivrismo no Rio tem múltiplas identidades e lutas

O saldo do Encontro de Midialivrismo e Juventude, promovido pela Secretaria Nacional de Juventude (SNJ), com apoio da Secretaria de Cidadania e Diversidade Cultural do Ministério da Cultura, teve um saldo bastante positivo, com infinitas possibilidades de construções coletivas, articulações nacionais e construções de redes. O evento aconteceu nos dias 15 e 16 de maio de 2015.
Mais de 100 representantes de coletivos de comunicação, midialivristas independentes, rádios livres e comunitárias, organizações de arte urbana e ativismo, estiveram presentes no Rio de Janeiro. Os dois dias de encontro na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, no Jardim Botânico, foram repletos de diversidade: jovens de mais de 30 cidades e 18 estados passaram por ali.


No primeiro dia de atividades, além da reunião para pensar a cobertura colaborativa dos dois dias do Encontro de Midialirismo e Juventude, o Secretário Nacional de Juventude, Gabriel Medina, e a Secretaria de Cidadania e Diversidade Cultural do Ministério da Cultura, Ivana Bentes, fizeram a cerimônia de abertura. 
Bia Barbosa, do Intervozes, e Ângela Guimarães, do Conselho Nacional de Juventude, também participaram das rodas de conversa sobre políticas públicas de mídia livre e juventude.
Também aconteceram oficinas de espectro livre e rádio digital com a Rádio Muda, de Campinas (SP), e de arte e guerrilha urbana, com o coletivo Aparecidos Políticos, de Fortaleza (CE).
Já no sábado (16), aconteceu uma conversa com o Deputado Federal Jean Wyllys sobre diversidade sexual e redução da maioridade penal. Para falar também da tramitação da PEC 171/93, que reduz a maioridade penal para 16 anos, esteve presente Dani Orofino, da campanha Amanhecer Contra a Redução.
Depois da conversa e apoio irrestrito dos midialivristas ao processo de mobilização contra a PEC, aconteceram oficinas autogestionadas: Pedro Caribé, da Rede Mídia Livre Bahia 1789, falou sobre mapeamento digital colaborativo. Enquanto isso, vários outros jovens trocavam suas experiências sobre jornalismo criativo e outros temas, em grupos montados e organizados pelos próprios.
Na segunda parte do dia, um movimento potente: a reunião de cobertura colaborativa da 3ª Conferência Nacional de Juventude empolgou dezenas de comunicadores. Moradores de cidades das cinco regiões brasileiras, os midialivristas mostraram a intenção de acompanhar as etapas livres, municipais e estaduais de suas regiões.
Mais que estarem na produção de conteúdo, os jovens exigiram que um dos eixos do Estatuto da Juventude, o direito à liberdade de expressão e à comunicação, fosse contemplado nas discussões da Conferência.
Por tal motivo, negaram o viés puramente técnico-jornalístico do acompanhamento do processo e prometeram incidir politicamente e construir propostas por novos modelos de comunicação para o Brasil, sendo é claro, a mídia livre como um vetor fundamental da transformação.
O encaminhamento da reunião sobre a 3ª Conferência Nacional de Juventude foi a criação de uma comunidade no Portal da Juventude para discussões e criação de um grupo de trabalho. Uma lista com mais de 50 e-mails foi entregue aos representantes da Secretaria Nacional de Juventude (SNJ) para articulação dos contatos e movimentações da rede.
Todas e todos que não puderam comparecer ao evento, é livre o acesso aos ambientes digitais de reunião para articulação da cobertura colaborativa da Conferência.
O Encontro de Midialivrismo e Juventude também teve tempo e espaço para apresentação do Edital de Pontos de Mídia Livre, do Ministério da Cultura. O momento foi para ouvir as reclamações, sugestões e colaborações ao texto final do Edital, que será lançado oficialmente ainda neste ano. O futuro do cenário da mídia independente no Brasil anima.

#NóisPorNóis

#MídiaLivreJuventude

Pastorais do Campo do Nordeste realizam Encontro para articular comunidades tradicionais

Acontece hoje e amanhã (26), em Olinda, Pernambuco, o Encontro das Pastorais do Campo do Nordeste. O Conselho Pastoral dos Pescadores (CPP), a Comissão Pastoral da Terra (CPT), o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), a Pastoral da Juventude Rural (PJR), a Cáritas e o Serviço Pastoral dos Migrantes do Nordeste (SPM NE) reúnem seus regionais dos estados do Nordeste com o propósito de fortalecer as articulações locais e regionais no que diz respeito à ação missionária das Pastorais do Campo na atual difícil conjuntura, bem como refletir como apoiar as lutas das comunidades e dos povos tradicionais.



A decisão de um encontro regionalizado ocorreu durante o Encontro Nacional das Pastorais do Campo, realizado entre os dias 6 e 8 de março deste ano, em Brasília. Nele, refletiu-se a necessidade em fortalecer a articulação das pastorais em nível regional e local, o que fará que a Articulação Nacional também ganhe força diante das constantes ameaças aos territórios tradicionais e as violações de direitos vindas das empresas do agro e hidro negócio e dos grandes empreendimentos, além das inseguranças sobre a atuação do próprio Estado em seus diferentes níveis – Legislativo, Executivo e Judiciário – subsidiado pelas forças policiais e militares que atacam as populações do campo em nome de um desenvolvimento neoliberal que ignora a diversidade brasileira.

“Queremos animar e reforçar a nossa articulação enquanto pastorais do Campo nos regionais e estados do Nordeste. Tem um significado muito importante reafirmar nossa missão junto aos povos da terra e das águas e nos solidarizarmos para apoiar suas lutas e nos fortalecermos numa conjuntura tão adversa, animados pelo estímulo do Papa Francisco que nos dá força para buscar uma sociedade justa, igualitária e que cuide da criação, garantindo o direito das presentes e futuras gerações”, destacou a secretária executiva do CPP, Maria José Pacheco.

(Fonte CPP)
 

quinta-feira, 21 de maio de 2015

7ª Caminhada na Natureza - Circuito Uruçu - Serra do Catolé.

No próximo dia 14 de junho de 2015, acontecerá a 7ª Caminhada na Natureza - Circuito Uruçu - Serra do Catolé. A atividade é organizada pelas duas comunidades rurais: Uruçu e Serra do Catolé, localizada no município de Gurinhém/PB.

São 7km de muita beleza natural, diversão, relaxamento e adrenalina. Iniciaremos às 07h30min com as inscrições, em seguida teremos um saboroso café da manhã, um bom alongamento para animar nossos caminhantes e a apresentação de condutores e do circuito.