Esta animação delicada e única, vencedora do OSCAR® de filme curto de animação, é um tributo ao trabalho árduo e à paciência.
Conta a história de um homem bom e simples, um pastor que, em total sintonia com a natureza, faz crescer uma floresta onde antes era uma região árida e inóspita. As sementes por ele plantadas representam a esperança de que podemos deixar pra trás um mundo mais belo e promissor do que aquele que herdamos.
O Filme, para o moldes da Internet, é um pouco longo pois tem a duração de aproximadamente 30 minutos, mas vale a pena ver e se encantar com esta linda estória!
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segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
De Olho na Mídia
Publicação registra e divulga projetos comunitários de prevenção ao trabalho escravo realizados em seis estados
É com alegria que compartilhamos a cartilha “Experiências comunitárias de combate à escravidão 2011”, em que reunimos relatos das 15 iniciativas de prevenção ao trabalho escravo realizadas por escolas e comunidades neste ano, e apoiadas pelo Fundo de apoio a projetos do “Escravo, nem pensar!”.
As experiências foram bem-sucedidas e tiveram ampla repercussão. Com isso, a conscientização sobre o trabalho escravo ganhou força nas comunidades. O público envolvido se apropriou do tema por meio das apresentações dos trabalhos nas culminâncias, de palestras, de exibições de filmes e peças de teatro, da realização de oficinas e passeatas e da distribuição de materiais impressos com informações sobre o tema. Cada projeto elaborou uma metodologia própria, associando o tema ao conteúdo das disciplinas e outras atividades das escolas, sempre com muita criatividade e engajamento.Os projetos, distribuídos por seis estados (BA, MA, MT, PA, PI e TO), tiveram o objetivo comum de disseminar informações sobre o trabalho escravo contemporâneo no meio rural, alertando estudantes e comunidades sobre o perigo do aliciamento de trabalhadores e divulgando as formas de prevenção e combate a esse crime. Ao todo, as iniciativas alcançaram mais de 6,5 mil estudantes e pelo menos 4,8 mil pessoas da comunidade extra-escolar.
Nos projetos, também foram abordados temas relacionados, como a questão agrária, meio ambiente, exploração infantil e a violência contra a mulher e a exploração sexual, como em “Escravidão feminina no mundo contemporâneo” de Piritiba (BA). Por sua vez, reforçar os elos culturais e identitários e relacionar esses aspectos com a prevenção ao trabalho escravo foi a marca do projeto “As lutas de um povo de uma comunidade quilombola”, realizado em Santa Fé do Araguaia (TO).
Os desdobramentos
Em algumas regiões, o conflito agrário e a violação dos direitos humanos são tão presentes que, inicialmente, houve receio na abordagem. Por isso, os coordenadores do projeto "Purguy contra o trabalho escravo" , realizado em Xinguara (PA), afirmam que foi uma grande vitória romper o silêncio e discutir com os estudantes a situação agrária da região.
Os projetos foram importantes para desnaturalizar situações de exploração. Após ouvirem depoimentos de trabalhadores e verem imagens das condições desumanas nas fazendas onde ocorreram libertações, alguns participantes reconheceram que já sofreram violências semelhantes, porém sem ter consciência de que se tratava de um crime: “Trabalhei muitos anos em fazenda e passei por muitas coisas que eram trabalho escravo e só agora eu sei disso, porque estudei. Agora não vou mais passar por isso, conta Maria de Jesus dos Santos Taveira, 40 anos, participante do projeto “Não há cidadania sem liberdade”, em Araguaína (TO) . Maria é estudante de EJA na Escola Municipal Teresa Hilário e mãe de aluno da mesma escola.
Os estudantes também se tornaram multiplicadores de informações junto às suas famílias e à comunidade, distribuindo materiais, esclarecendo dúvidas de moradores, conversando com pais, filhos e vizinhos.
Outro importante resultado desse processo foram as parcerias estabelecidas entre as escolas e representantes do Ministério Público do Trabalho e da Justiça do Trabalho, como ocorreu em Alta Floresta e Marabá, respectivamente. Além disso, a participação ativa de entidades da sociedade civil que já atuam na luta contra o trabalho escravo fortaleceu muitos projetos.
Esses são apenas alguns resultados alcançados neste ano pelo financiamento das propostas. Na leitura da cartilha, você poderá encontrar informações mais detalhadas, fotos e declarações desses belos exemplos de ação educativa. O intuito é que a publicação não só divulgue as atividades realizadas, mas também inspire novas ideias e metodologia para outros educadores e educadoras.
As ações de prevenção não param
Além dos projetos financiados, muitas iniciativas locais continuam, ano a ano, desenvolvendo de forma autônoma outros projetos, parcerias e atividades didáticas nos municípios que já participam da rede de prevenção, gerando impactos positivos e mantendo o tema do trabalho escravo sempre em evidência. Foi o que presenciamos ao longo deste ano nas visitas às cidades de Confresa (MT), Porto Alegre do Norte (MT), Itupiranga (PA), Xinguara (PA), Avelino Lopes (PI), Cristalândia (PI), Parnaguá (PI), Baixa Grande do Ribeiro (PI), Araguaína (TO) e Campos Lindos (TO).
O Fundo de apoio a projetos do “Escravo, nem pensar!” representa mais um estímulo para algumas dessas importantes ações cotidianas.
O financiamento dos projetos e a publicação da cartilha são frutos da parceria com a Catholic Relief Services (CRS). A distribuição é gratuita e será feita, principalmente, nos locais de atuação do programa.
O “Escravo, nem pensar!” já apoiou 65 projetos comunitários desde 2007. Não deixe de conferir mais informações sobre projetos na seção Projetos Comunitários. Você pode se inteirar com essas experiências e também relembrar importantes projetos de outros anos. Em 2012, novos projetos receberão financiamento.
Parabéns a todos e todas que protagonizaram essas atividades!
Clique aqui para baixar o arquivo da cartilha “Experiências Comunitárias de Combate à Escravidão – 2011”
Fonte: Escravo Nem Pensar!
12/12/2011
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
Lutadores e lutadoras do Semiárido

Ontem, 20 de dezembro de 2011, entrou para a história do semiárido e do Brasil,
como uma data significativa de luta pela vida. Assim como na história, os
feitos de CANUDOS, LAMPIÃO, COLHER DE PAU, JENIPAPO, PADRE CÍCERO... Mulheres
e homens, agricultores e agricultoras, protagonistas do trabalho que a ASA
realiza no semiárido, demonstraram que o SEMIÁRIDO BRASILEIRO não
é o que dizem por aí. Não é uma terra sem vida, sem cidadania e sem
direitos. Aqui, no semiárido, existem pessoas de direitos e exigem serem
respeitadas com toda dignidade. Tenho a honra e alegria de dizer, eu
estive em Petrolina no dia 20 de dezembro de 2011!
O povo do semiárido não aceita mais ser colocado à margem das decisões
políticas, à margem das políticas públicas. Somos mulheres cidadãs, homens
cidadãos e somos responsáveis por nós mesmos e pelos nossos destinos e
queremos, de mãos dadas com todas as forças vivas da sociedade, construir
um Brasil e uma sociedade ética, de direitos e humanitária.
Não aceitamos mais sermos tratados como indigentes, incapazes, e
assistidos com bolsa disso e daquilo. Somos gente grande e queremos ser
tratados como gente grande. A ASA e toda rede de organizações, com o seu
trabalho de mobilização e formação social, está criando uma oportunidade
para o Estado Brasileiro, o Governo Brasileiro avançar na construção de
uma verdadeira Democracia, compartilhar com a sociedade civil a
co-responsabilidade da gestão pública. É um exemplo para o Brasil inteiro e até
o mundo.
O Estado Brasileiro e os sucessivos governos, historicamente, optaram pela
governabilidade baseada na negociação dos recursos públicos, aliando-se aos
setores poderosos e os beneficiando-os privadamente, gerando no país
uma imensidão de empobrecidos e pequenos grupos de enriquecidos, sendo o povo
do semiárido, nesse contexto, o mais prejudicado. A ASA, com o seu trabalho
rompe com esse tipo de governar e isso incomoda muita gente.
Ontem, em Petrolina, as vozes de mais de 15 mil pessoas, não é só em defesa da
continuidade do P1MC e do P1+2, programas da ASA, ou contra o
projeto de cisternas de plástico e PVC. Nossa mobilização, articulação e
reivindicações vão muito mais além. Exigimos mais participação da sociedade
civil nos destinos do nosso país; Exigimos mais democracia e direitos; Queremos
participar da construção de um modelo de desenvolvimento que tenha como foco
principal a vida das pessoas e do planeta. Nosso sentimento é coletivo e ele
nasce de toda uma trajetória, de um povo corajoso e resistente. VIVA
O POVO DO SEMIÁRIDO! VIVA A REDE ASA!
Carlos Humberto Campos
Cáritas Piauí
Coordenação Executiva FPCSA/AS/PIAUÍ
Coordenação Executiva FPCSA/AS/PIAUÍ
SERVIÇO
Veja mais imagens da mobilização,aqui
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
Diálogos sobre a Convivência
Série de relatos dos beneficiários do programa P1MC no estado da Paraíba; uma realização da Unidade Gestora Microrregional Serviço Pastoral dos Migrantes.
POR QUE CORTAR PARCERIA COM A ASA?
O Fórum Mudanças Climáticas e Justiça Social se sente
atingido, sofre junto e denuncia o absurdo da decisão do governo federal, via
MDS, de não dar continuidade à parceria entre Governo e o absolutamente necessário trabalho da Articulação do Semi-Árido – ASA.
Como não há motivos ligados à gestão dos recursos
públicos administrados pelas entidades que atuam em conjunto e em rede na ASA,
a motivação governamental deve estar assentada na mudança de estratégia para a
multiplicação numérica de cisternas no Semi-Árido: em vez de parceria com a
sociedade civil, atuar exclusivamente através dos governos estaduais e
municipais da região. Com isso, obviamente, foge-se ao debate, absolutamente
necessário, sobre a opção de multiplicar rapidamente o número de cisternas
abandonando a metodologia da ASA e impondo cisternas de plástico.
Quem ainda não sabe que iniciativas vindas de cima,
via governos e executadas por empresas, cujos interesses se limitam aos lucros,
são mais caras e não alcançam os objetivos sociais anunciados? Há experiências
seculares que demonstram que esse tipo de opção só serve para desvios ou maus
usos dos recursos públicos e para aumentar o poder oligárquico local,
aprofundando a dependência das pessoas e comunidades que se encontram em
situação de miséria promovida.
Diante disso, nossa solidariedade com todas as
entidades participantes da ASA quer ser, ao mesmo tempo, um estímulo à justa
indignação e às mobilizações que visam a derrubada desta decisão autoritária do
governo federal, e uma denúncia do equívoco das políticas públicas
governamentais que se negam atuar em parceria com boas organizações da
sociedade civil.
A Caatinga e seus povos já contam com as mudanças
positivas, ligadas à melhoria das condições de vida e aos avanços na prática da
cidadania, promovidas pelo programa de Convivência com o Semi-Árido através dos
projetos comunitários e participativos da ASA.
Por políticas públicas definidas e executadas com
participação democrática da sociedade civil popular organizada!
Pelo retomada imediata da parceria do governo com a
ASA!
Brasília, 15 de dezembro de 2011.
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Fonte: Asa Brasil
Carta de Orientação aos Estados
Companheiros e Companheiras,
É de conhecimento de todos e todas que lançamos a campanha Cisterna de Plástico/PVC – Somos Contra! em Salvador (BA), durante a IV Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, entre
os dias 7 a 10 de novembro. Nosso objetivo é alertar a sociedade brasileira sobre o impacto e efeitos negativos da disseminação dessas cisternas para o fortalecimento da estratégia de convivência com o
Semiárido, no qual temos investido nossos esforços nos últimos anos.
Partir para esse enfrentamento exige que levemos essa discussão às bases, bem como o debate que vem pautando o governo e a mídia nacional, sobre a criminalização das ONGs. O sucesso dessa campanha depende, efetivamente, da participação de todos e todas que fazemos a ASA, em especial das famílias que vem protagonizando essa história marcada por mudanças no Semiárido.
Para que a nossa voz ecoe e a campanha Cisternas de Plástico/PVC – Somos Contra! ganhe a repercussão que queremos, precisamos trabalhar juntos! Para isso, a coordenação executiva da ASA, reunida no último dia 24, durante sua reunião ampliada, elaborou esse documento, que aponta um conjunto de ações para serem desencadeadas em cada território, microrregião e município onde atuamos:
1. Replicar e distribuir os panfletos já produzidos pela ASA, intitulados: ASA – Semeando Cidadania no Semiárido e Cisternas de Plástico/PVC – Solução ou Armadilha junto a outros movimentos, comissões municipais e famílias;
2. Informar e instrumentalizar as comissões municipais sobre a instalação iminente das cisternas de plástico, para que elas possam sensibilizar as famílias;
3. Reproduzir nas rádios locais, sejam elas comunitárias ou não, os spots sobre a campanha.
4. Registrar todas as atividades desenvolvidas nos municípios em relação à campanha e compartilhar nas listas da ASA, com os comunicadores/as estaduais e também com a Assessoria de Comunicação da ASA – ASACom, através do e-mail asacom@asabrasil.org.br.
5. Reunir depoimentos (em áudio, vídeo ou por escrito) de famílias e pedreiros/as dando a opinião sobre as cisternas de plástico.
6. Inserir nos blogs das ASAs estaduais e sites institucionais a marca da campanha.
7. Ocupar as rádios locais, no dia 15 de dezembro, para falar sobre a campanha.
8. Mobilizar a sociedade e os movimentos sociais que atuam na região para reafirmar o projeto de convivência com o Semiárido que estamos construindo.
9. Todos os materiais da campanha estão disponíveis, aqui
É fundamental o envolvimento de todas as organizações da ASA para fazer acontecer uma ampla e permanente mobilização em defesa das ações e politicas públicas que, de fato, representam e efetivam a convivência com o Semiárido. Durante toda a nossa história, a mobilização tem sido nossa forte marca. Vamos mais uma vez fazê-la ecoar em todos os cantos e recantos na defesa da convivência com o Semiárido.
24 de novembro de 2011
Coordenação Executiva da ASA
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