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segunda-feira, 16 de abril de 2012
Eu não vou me adaptar
Por Pe. Alfredo J. Gonçalves, CS
“Eu não caibo mais nas roupas que eu cabia/ Eu não encho mais a casa de alegria,
Os anos se passaram enquanto eu dormia / E quem eu queria bem me esquecia...
Será que eu falei o que ninguém ouvia? / Será que eu escutei o que ninguém dizia?
Eu não vou me adaptar... Me adaptar... Me adaptar...
Eu não tenho mais a cara que eu tinha / No espelho essa cara não é minha,
Mas é que quando eu me toquei achei estranho / A minha barba estava desse tamanho”.
(Titãs, letra e música de Arnaldo Antunes)
Esta canção, composta por Arnaldo Antunes e interpretada pelo grupo musical Titãs, deixa transparecer um mal estar indefinido, nebuloso. O personagem anônimo da canção faz supor a ideia de um descompasso entre a evolução sociocultural e o crescimento pessoal. Um desencontro que deixa feridas abertas e profundas. Aquele que era o “brinquedo animado” da família enquanto criança torna-se, na passagem para a juventude, um verdadeiro “problema”. Eu não encho mais a casa de alegria!...
A música é um grito! Um grito de quem se sente um estranho, tanto diante da sociedade em seu ritmo alucinado, quando no interior da própria casa. Clamor sem nome e sem remédio que brota atualmente do clima de não poucas famílias, em especial nos porões e periferias das grandes metrópoles. Gritos de uma rebeldia insuspeitada, com destaque para a situação dos jovens e adolescentes. Uma estranheza pungente e dolorida, descoberta frente a si mesmo. No espelho eu não tenho a cara que eu tinha, essa cara não é minha!...
Consciente ou inconscientemente, o compositor alerta para um progresso díspar, tão marcante na trajetória histórica brasileira. Por um lado, crescem vertiginosamente a produção, o comércio e o consumo. Torna-se mais fácil o acesso a uma série de bens, os quais costumam ser adquiridos com a mesma velocidade com que, em seguida, são banalizados e banidos. Multiplicam-se os itens do lixo com utensílios descartados antes mesmo de ser utilizados, ou até desembalados. Não faltam coisas, mas estas escondem uma espécie de existência sem-sentido.
Continue lendo, aqui
Os anos se passaram enquanto eu dormia / E quem eu queria bem me esquecia...
Será que eu falei o que ninguém ouvia? / Será que eu escutei o que ninguém dizia?
Eu não vou me adaptar... Me adaptar... Me adaptar...
Eu não tenho mais a cara que eu tinha / No espelho essa cara não é minha,
Mas é que quando eu me toquei achei estranho / A minha barba estava desse tamanho”.
(Titãs, letra e música de Arnaldo Antunes)
Esta canção, composta por Arnaldo Antunes e interpretada pelo grupo musical Titãs, deixa transparecer um mal estar indefinido, nebuloso. O personagem anônimo da canção faz supor a ideia de um descompasso entre a evolução sociocultural e o crescimento pessoal. Um desencontro que deixa feridas abertas e profundas. Aquele que era o “brinquedo animado” da família enquanto criança torna-se, na passagem para a juventude, um verdadeiro “problema”. Eu não encho mais a casa de alegria!...
A música é um grito! Um grito de quem se sente um estranho, tanto diante da sociedade em seu ritmo alucinado, quando no interior da própria casa. Clamor sem nome e sem remédio que brota atualmente do clima de não poucas famílias, em especial nos porões e periferias das grandes metrópoles. Gritos de uma rebeldia insuspeitada, com destaque para a situação dos jovens e adolescentes. Uma estranheza pungente e dolorida, descoberta frente a si mesmo. No espelho eu não tenho a cara que eu tinha, essa cara não é minha!...
Consciente ou inconscientemente, o compositor alerta para um progresso díspar, tão marcante na trajetória histórica brasileira. Por um lado, crescem vertiginosamente a produção, o comércio e o consumo. Torna-se mais fácil o acesso a uma série de bens, os quais costumam ser adquiridos com a mesma velocidade com que, em seguida, são banalizados e banidos. Multiplicam-se os itens do lixo com utensílios descartados antes mesmo de ser utilizados, ou até desembalados. Não faltam coisas, mas estas escondem uma espécie de existência sem-sentido.
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quarta-feira, 11 de abril de 2012
O VALOR DA PERSISTÊNCIA
“A persistência é o caminho do êxito” Charles Chaplin.
O ato de persistir é uma das condições da vitória. Muitas vezes, a vida mede a nossa fé opondo-nos a resistência. Os obstáculos fazem parte da nossa caminhada e render-se a eles demonstra fraqueza.
Não há na história da humanidade, um grande homem sequer que não tenha tido uma fé inquebrantável. Somente por meio da persistência e do bom ânimo conseguimos tornar realidade nossos mais ousados sonhos.
Quando se tem certeza interior de que estamos no caminho certo, nada, nem ninguém, pode ser mais forte que nós mesmos. Possuímos uma força poderosa, capaz de perseverar e conseguir tudo, bastando acreditar firmemente que, mesmo difícil, jamais será impossível.
Aliás, “o impossível é o possível que nunca foi tentado”.
Chega quem caminha.
Então caminhe com determinação, jamais duvidando da sua capacidade de vencer. Você pode se acreditar que pode.
Todos nós, quando bem intencionados, somos merecedores de uma vida nova. E, para tanto, necessário se faz uma ação contínua e persistente no sentido de tornar nossa vida mais próspera e feliz.
Sem esforço não existe vitória.
Persista hoje e sempre.
Persista mais e muito.
E lembre-se. “Um mundo melhor começa em você”.
(in Vida Positiva, Olavinho Drummond, Editora Gente, 1995)
O ato de persistir é uma das condições da vitória. Muitas vezes, a vida mede a nossa fé opondo-nos a resistência. Os obstáculos fazem parte da nossa caminhada e render-se a eles demonstra fraqueza.
Não há na história da humanidade, um grande homem sequer que não tenha tido uma fé inquebrantável. Somente por meio da persistência e do bom ânimo conseguimos tornar realidade nossos mais ousados sonhos.
Quando se tem certeza interior de que estamos no caminho certo, nada, nem ninguém, pode ser mais forte que nós mesmos. Possuímos uma força poderosa, capaz de perseverar e conseguir tudo, bastando acreditar firmemente que, mesmo difícil, jamais será impossível.
Aliás, “o impossível é o possível que nunca foi tentado”.
Chega quem caminha.
Então caminhe com determinação, jamais duvidando da sua capacidade de vencer. Você pode se acreditar que pode.
Todos nós, quando bem intencionados, somos merecedores de uma vida nova. E, para tanto, necessário se faz uma ação contínua e persistente no sentido de tornar nossa vida mais próspera e feliz.
Sem esforço não existe vitória.
Persista hoje e sempre.
Persista mais e muito.
E lembre-se. “Um mundo melhor começa em você”.
(in Vida Positiva, Olavinho Drummond, Editora Gente, 1995)
sexta-feira, 6 de abril de 2012
MINHAS MÃOS
Minhas mãos podem erguer-se em êxtase,
Louvando a harmonia de toda a criação;
Mas podem também ocultar-se nos bolsos,
Apáticas e indiferentes à beleza das criaturas.
Minhas mãos podem ser instrumento de benção,
Num mundo marcado pelo medo e pelo ódio;
Mas podem também maldizer tudo e todos
Perpetuando a espiral dinâmica da violência.
Minhas mãos podem abrir-se para acolher o estranho,
Transformando-o em irmão de casa e de mesa;
Mas podem também fechar-se em um gesto de repulsa,
Desestimulando toda tentativa de aproximação.
Minhas mãos podem falar de toques, afagos e carícias,
Linguagem acessível a todos os povos e culturas;
Mas podem também falar de socos e empurrões,
Para impedir qualquer tido de comunicação.
Minhas mãos podem estender-se solidárias ao náufrago
Que batido pela tempestade perde o rumo do porto;
Mas podem também quedar-se mudas ao grito de socorro,
Deixando que se afogue nas águas turvas e profundas.
Minhas mãos podem aprender a arte de construir,
Tijolo a tijolo edificar as bases de uma nova sociedade;
Mas também podem esmerar-se em destruição,
Tudo reduzindo a cinzas, escombros e ruínas.
Minhas mãos podem semear no solo fecundo da história,
Para que outras gerações colham frutos de paz;
Mas podem também espalhar a cizânia no meio da noite,
Abortando toda e qualquer possibilidade de colheita.
Minhas mãos podem ser artífices de um amanhã recriado,
Transformando sonhos de justiça em obras concretas;
Mas também podem disseminar fantasmas e pesadelos,
Quando se convertem em armas de vingança.
Minas mãos podem unir-se para cultivar a oração,
Num agradecimento de riso largo e aberto à vida;
Mas também podem separar-se como garras,
Em atitude constante de defesa ou agressão.
Pe.
Alfredo J. Gonçalves, CS
São
Paulo, 28 de março de 2012
quarta-feira, 4 de abril de 2012
Cisternas como instrumento de combate a Migração Forçada
A Revista Vida Simples, Ed. Abril, fez/construiu uma
instigante reportagem sobre o trabalho da Articulação no Semi-Árido Brasileiro (ASA), do qual o SPM tem orgulho em fazer parte, nos programas Um Milhão de Cisternas (P1MC) e Um Terra e Duas Águas (P1+2).
A matéria exalta a metodologia usada que privilegia
a autonomia de cada família ao acesso a água e ao uso eficiente dos recursos hídricos.
Leia a matéria "Água para a Seca" na integra, aqui.
Fonte: Asa Brasil
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Regional Nordeste realiza reunião de articulação
No último dia 28.03 ocorreu na cidade de Fortaleza-CE um encontro de articulação entre algumas equipes do Serviço Pastoral dos Migrantes. A reunião aconteceu por meio de um chamamento do presidente do SPM Dom José Luiz e estiveram presentes Agentes Pastorais do estado do Ceará, Piaui e Paraíba.
A reunião teve como objetivo principal discutir a situação dos Imigrantes Africanos que vieram estudar em Faculdades particulares de Fortaleza com a promessa de alojamentos e outros benefícios e não tiveram seus direitos assegurados, outra situação gritante no Ceará é das mulheres imigrantes que encontram-se presas e muitas delas estão grávidas.
No ponto de vista da articulação regional já foi agendado uma segunda reunião da equipe que deve ocorrer no segundo semestre deste ano na cidade de Pesqueira-PE. Foi firmado também que um outro meio de articulação será a divulgação dos trabalhos de cada equipe neste Blog que servirá de ponto de encontro das ações do SPM no Nordeste.
A reunião teve como objetivo principal discutir a situação dos Imigrantes Africanos que vieram estudar em Faculdades particulares de Fortaleza com a promessa de alojamentos e outros benefícios e não tiveram seus direitos assegurados, outra situação gritante no Ceará é das mulheres imigrantes que encontram-se presas e muitas delas estão grávidas.
No ponto de vista da articulação regional já foi agendado uma segunda reunião da equipe que deve ocorrer no segundo semestre deste ano na cidade de Pesqueira-PE. Foi firmado também que um outro meio de articulação será a divulgação dos trabalhos de cada equipe neste Blog que servirá de ponto de encontro das ações do SPM no Nordeste.
| Foto: Darcy Lima/SPM NE |
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