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sexta-feira, 10 de abril de 2015

Fórum de Lideranças do Agreste (FOLIA) se reúne para formação na sede do SPM-NE em Ingá/PB

O Fórum de Lideranças do Agreste (FOLIA) se reuniu no dia 10 de Abril de 2015, na sede do Serviço Pastoral dos Migrantes do Nordeste em Ingá, em um encontro de formação sobre reuso da água. Participaram do evento cerca de 35 pessoas, pertencentes aos 11 municípios que compõem o FOLIA, além de representantes da Comissão Pastoral da Terra (CPT), Centro de Ação Cultural (CENTRAC), Cáritas Brasileira Regional II e Serviço Pastoral dos Migrantes do Nordeste (SPM-NE).        
A programação foi iniciada com um reforçado café da manhã, seguido de uma canção e da oração inicial conduzida por Ari (SPMNE). Valdenice (CPT) apresentou a pauta do dia.
Em seguida, foi apresentada Claudia Reis do INSA, que veio contribuir na formação que tratou sobre a reutilização da água. Claudia fez uma breve explanação sobre o reuso da água que utilizamos em casa, onde frisou: “Toda água utilizada sempre servirá para outra coisa”, afirma. Depois, falou sobre o sistema de tratamento de esgotos, onde destacou a necessidade de haver um tratamento da água do esgotamento para que assim possamos “fabricar” água, reaproveitando-a. “O sistema de tratamento de esgoto, é feito para eliminar as bactérias existentes na água”, disse ela.
Em outro momento, explicou sobre o processo de reuso da água feito no INSA, onde houve interação das pessoas, e nesse momento foram levantados questionamentos e dúvidas dos presentes.
O grupo foi levado a conhecer dois sistemas de reuso de água já implantados na sede do SPM-NE. Dona Solange de Aroeiras, ficou muito feliz com esse momento de formação, “Foi riquíssimo, gostei bastante saio daqui gratificada hoje, pois vamos perfeiçoar o que já temos e colocar em prática em casa”, disse.
O evento contou ainda com um almoço no local, e logo após retornaram para continuação das atividades. Dona Lita, agricultora de Itatuba fez a abertura da tarde, apresentando seu cordel. Foi iniciada uma rodada de conversa sobre as impressões da formação até o presente momento.
O encontro foi concluído com encaminhamentos sobre o fortalecimento das atividades a partir dessa troca de saberes e socialização da agenda de atividades do FOLIA e da Articulação do Semiárido Paraibano (ASA) rede parceira do fórum.


segunda-feira, 6 de abril de 2015

VI CAMINHADA DA PAZ: “PAZ É A GENTE QUEM FAZ!

A Escola Municipal de Ensino Fundamental Maria José Pinto de Lima localizada no bairro do Mário Andreazza juntamente com o Serviço Pastoral dos Migrantes do Nordeste (SPM-NE) com sede também no mesmo bairro, promoverão a VI Caminhada pela paz trazendo como tema do Projeto: “Paz é a gente quem faz”.
A caminhada acontecerá no dia 08 de abril de 2015, quarta-feira, com concentração a partir das 14h em frente à escola, e tem como objetivo chamar a comunidade para a busca dos direitos básicos, entre esses, a segurança. Outro objetivo é potencializar o Protagonismo Juvenil com base em ações que os promovam sujeitos de transformação. Assim, são os alunos e ex alunos desta escola que estão à frente dessa caminhada, que está sendo construída de forma bastante participativa.
A caminhada deverá percorrer as principais ruas do bairro Mário Andreazza e no decorrer da caminhada, os jovens estarão promovendo reflexões a partir de falas e apresentações artísticas. Outra reflexão importante a ser fazer é que, em meio a tanta violência, é possível perceber sinais de paz e de promoção da paz na comunidade. E isso precisa ser apresentado.
De acordo com Jeanne Braga diretora geral da escola “existe uma mobilização por parte dos alunos e professores que estão discutindo em sala de aula sobre a violência existente, porém o foco maior é garantir a discussão a cerca das possíveis iniciativas para se construir a paz. Está sendo realmente um momento de enriquecimento pessoal e coletivo, uma pedagogia que ensina a partir da participação e que garante o exercício da cidadania.
Para Ricardo Rian coordenador do SPM-NE a experiência é bastante positiva, pois a ação não se resume apenas em realizar a caminhada, há toda uma preparação antes, no decorrer e posterior. Ainda de acordo com Ricardo: “o que mais nos alegra é perceber que quando os jovens têm oportunidades e recebem orientações eles conseguem sair do papel de coadjuvante e assumem o papel de protagonistas. E a ação do SPM-NE juntamente com a escola vem possibilitando isso”.
Convites foram entregues pelos jovens nas igrejas, Conselho Tutelar, Associações, Unidades de Saúde, Secretaria de educação, portais de notícias, entre outros espaços que possam potencializar essa ação. Anseia-se que a comunidade participe, bem como se espera, nesta caminhada, que haja a presença de órgãos públicos, em especial aqueles que acreditam na força da juventude enquanto seres transformadores do meio em que vivem.
Com isso, a escola e o SPM-NE buscam fortalecer nos jovens ações de VIDA e provocá-los também para que percebam que a PAZ É A GENTE QUEM FAZ.

Encontro Estadual de Comunicação da Articulação do Semiárido Paraibano discute a democratização da comunicação e partilha experiências territoriais

A comunicação popular como estratégia política para transformação social e a democratização da comunicação foram temas centrais do “I Encontro Estadual de Comunicação da Articulação do Semiárido Paraibano (ASA – Paraíba)”, realizado entre os dias 25 e 27 de março, no Day Camp Hotel Fazenda, em Campina Grande, Paraíba. 

No primeiro dia do encontro, organizações de três territórios integrantes da ASA Paraíba apresentaram suas experiências no campo da comunicação aos cerca de 40 participantes presentes no evento utilizando a metodologia do carrossel. Foram partilhadas as experiências do Coletivo das Organizações da Agricultura Familiar, que atua em 11 municípios no território do Cariri, Curimataú e Seridó Paraibanos, do Polo da Borborema, rede de sindicatos rurais que atua em 14 municípios da região da Borborema e as organizações Propac (Programa de Promoção e Ação Comunitária), Camec (Central das Associações Comunitárias do Município de Cacimbas e Região) e Cepfs (Centro de Educação Popular e Formação Sindical) que atuam em municípios do Médio Sertão Paraibano.

As experiências apresentadas têm em comum diversos pontos, como uma comunicação ascendente, enraizada nas práticas locais, construída na perspectiva da transformação social, que é resultado do fluxo de informações entre as famílias e sua comunidade e as organizações que as representam e a sociedade. Esse trabalho promove a socialização do conhecimento, das emoções, experiências e vivências que são a base do fortalecimento de um modelo de agricultura familiar agroecológica e mais além, um modelo de sociedade, baseada em princípios como a solidariedade e a união.

Comunicação popular e direito à comunicação

Ainda no primeiro dia do Encontro, foi realizada a mesa de debate: “Comunicação Comunitária, comunicação popular e direito a comunicação”, da qual participaram Glória Batista, da Coordenação Nacional da Articulação no Semiárido Brasileiro (ASA Brasil), Maria de Fátima Pereira da Costa, agricultora da Comunidade Riacho dos Currais, município de São Bentinho, no Sertão Paraibano e Rosa Sampaio, jornalista e integrante do Fórum Pernambucano de Comunicação, de Recife.


Glória Batista iniciou sua fala fazendo um resgate da trajetória da ASA no campo da comunicação: “A criação da ASA surgiu como uma resposta a uma conjuntura em que o Semiárido era mostrado como um lugar feio, sem vida, não próspero. Então nós desencadeamos o nosso primeiro processo de comunicação, que foi entre as entidades, um intenso processo no sentido de nos fortalecermos enquanto rede para dizer que sim, é possível conviver aqui e o Semiárido é diferente de como é mostrado”, afirmou. 

Fátima Pereira dos Santos afirmou que os programas de construção de infraestruturas de captação e armazenamento de água da chuva, desenvolvidos pela ASA, representaram uma nova oportunidade para o desenvolvimento da sua comunidade e expressou a importância de uma comunicação libertadora, que permite a compartilhamento de saberes e a troca de conhecimento está imbricada nessa construção: “A comunicação tem um poder transformador, e a minha comunidade é fruto dessa transformação. Foi a partir da chegada das cisternas, dos momentos de formação, que tivemos acesso ao conhecimento e passamos a valorizar o local onde vivemos. Construímos nossa capela, que foi o nosso primeiro espaço para reuniões, um espaço de comunicação. Hoje possuímos uma unidade de extração de mel, um espaço de vivências e uma cozinha comunitária onde beneficiamos frutas para vender para o PAA e o PNAE, já temos um boletim comunitário com a nossa experiência e recebemos visitas de outras comunidades e de escolas”, disse a agricultora.
Rosa Sampaio falou sobre a necessidade dos movimentos sociais compreenderem a importância de enxergar a comunicação como um direito e como um serviço público, que precisa de controle social, de modo que possa servir ao interesse público, como proposta para isso, citou a campanha de coleta de assinaturas para uma lei de iniciativa popular que propõe a democratização da mídia: “Enquanto a gente não conhecer e não acessar esse direito, vamos continuar tendo muita dificuldade de nos sentir representados na mídia tradicional que está aí, que não considera as nossas experiências e que é uma das maiores responsáveis pela estigmatização da vida no campo e a criminalização das lutas. Nós temos direito de sermos representados, precisamos lutar por outro modo de visibilidade”.
Após a mesa, houve um debate sobre o conteúdo das três falas, onde o grupo refletiu sobre o trabalho de comunicação realizado pelas organizações da ASA Paraíba em seus territórios e de que forma ele contribui para a construção do projeto de convivência com o Semiárido defendido pelo conjunto de suas organizações. O debate abrangeu ainda uma análise do contexto atual de extrema concentração dos meios de comunicação, criminalização dos movimentos sociais e como está se construindo focos de resistência a essa realidade.  
No segundo dia de evento, três oficinas aprofundaram o diálogo em torno dos temas: Rádio, Ativismo e Mobilização Social e Redes Sociais.
O segundo dia do Encontro Estadual de Comunicação foi dedicado a realização de três oficinas temáticas: Rádio, Instrumentos de Ativismo e Mobilização Social e Redes Sociais. Nestes espaços, os participantes puderam aprofundar as discussões sobre as questões relativas a cada um dos três temas. Na oficina de Instrumentos de Ativismo e Mobilização Social foi feita uma reflexão sobre a contribuição dos diversos coletivos de agitação e propaganda no processo de lutas sociais na política desde o período da Revolução Russa até os dias atuais. Foi apresentado como proposta o desencadeamento de um processo participativo para a reconstrução da logomarca da ASA Paraiba e a produção de um vídeo sobre os 22 anos de história da Articulação no Estado. Além disso, os participantes ainda produziram um painel ilustrativo com o lema do último Encontro Nacional da ASA (Enconasa): “É no Semiárido que a vida Pulsa! É no Semiárido que o povo resiste!”.
A oficina de Rádio debateu o papel e o lugar da ferramenta na construção do projeto político da ASA, além de lançar um olhar sobre experiências bem sucedidas no campo das chamadas “Rádios Livres”, na conhecida e necessária, “Reforma Agrária do AR”, numa alusão ao movimento que se contrapõe a criminalização das rádios de inspiração comunitária e defende a democratização do acesso ao rádio.
O grupo que aprofundou o tema das Redes Sociais, foi além e debateu as novas tecnologias, quais as implicações do seu uso e de que forma podemos estar presentes nas redes, sem deixar de ter um olhar crítico para esta ferramenta, seus desafios e limitações.
O terceiro e último dia do Encontro foi dedicado aos encaminhamentos e definições práticas para fazer avançar no estado o processo de construção coletiva de uma política de comunicação da rede e também para pensar em formas de fazer as discussões do encontro serem irradiadas para todos os territórios, para um conjunto mais amplo de pessoas e organizações. Entre os encaminhamentos está a elaboração de uma agenda de atividades coletivas, a construção da fanpage estadual, o mapeamento das organizações do estado e das rádios comunitárias, a preparação para o encontro regional de comunicação, que ocorrerá em Mossoró-RN e o fortalecimento da campanha pela implementação da lei da mídia democrática.

O Encontro Estadual de Comunicação faz parte de um processo de eventos de formação destinados a debater o lugar e a importância da comunicação na construção do modelo de convivência que vem sendo construído pelas organizações da ASA em todo o Semiárido Brasileiro. Também faz parte das comemorações dos 15 anos da Articulação no Semiárido Brasileiro (ASA Brasil) e dos 22 anos da ASA Paraíba. 

terça-feira, 31 de março de 2015

Articulação do Semiárido Paraibano realizará em Campina Grande I Encontro Estadual de Comunicação

A Articulação do Semiárido Paraibano (ASA Paraíba), rede de cerca de 300 organizações
que trabalham para o fortalecimento da agricultura familiar de base agroecológica na Paraíba, realizará nos dias 25, 26 e 27 de março no Day Camp Hotel Fazenda, em Campina Grande, o I Encontro Estadual de Comunicação.

O objetivo do encontro é promover a reflexão sobre as estratégias de comunicação em cada território onde estão localizadas as organizações da ASA Paraíba e sobre o papel da comunicação na construção de um projeto de convivência com o Semiárido no Estado, além de debater a comunicação popular, comunicação comunitária e o direito humano à comunicação.

Participarão do evento cerca de 50 pessoas entre comunicadores e comunicadoras populares, coordenadores das entidades da ASA Paraíba e lideranças agricultoras dos sete territórios onde a rede está articulada. A programação de três dias contará com um carrossel de experiências, onde três organizações da ASA apresentarão suas experiências no campo da comunicação, haverá ainda oficinas sobre temas como redes sociais, rádio, cultura popular e instrumentos de ativismo e mobilização. Uma mesa debaterá a comunicação comunitária, comunicação popular e direito a comunicação.

O Encontro Estadual de Comunicação faz parte de um processo de eventos de formação destinados a debater o lugar e a importância da comunicação na construção do modelo de convivência que vem sendo construído pelas  organizações da ASA em todo o Semiárido Brasileiro e faz parte das comemorações dos 15 anos da Articulação no Semiárido Brasileiro (ASA Brasil) e dos 22 anos da ASA Paraíba.


Programação:

25 de março, quarta-feira
9h – Mística de abertura
9h40 - Apresentação dos Objetivos do Encontro e da programação
10h – Carrossel de Experiências
12h30 – Almoço
14h30 - Mesa: Comunicação Comunitária, comunicação popular e direito a comunicação.
16h30 – Lanche
16h50 - Encerramento da mesa (síntese do dia) e encaminhamentos para o dia seguintes
19h – Jantar
20h – Noite cultural

26 de março, quinta-feira
8h – Dinâmica de integração
8h30 - Encaminhamento dos grupos para as oficinas temáticas
Oficina de Rádio | Oficina Instrumentos de Ativismo e Mobilização |
Oficina de Cultura popular | Oficina de Redes Sociais
12h30 – Almoço
14h – Socialização das oficinas
16h – Lanche
16h20 - Reflexão sobre diretrizes da comunicação da ASA Paraíba
19h30 – Jantar festivo

27 de março, sexta-feira
8h30 – Dinâmica de integração
9h - Síntese das diretrizes e encaminhamentos do encontro para fortalecimento do projeto politico de comunicação da ASA PB
12h – Mística de encerramento.

CONVITE: Qualificação de Doutorado

UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO
CENTRO DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS HUMANAS
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS GEOGRÁFICAS
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM GEOGRAFIA
LABORATÓRIO DE ESTUDOS DE ESPAÇO, CULTURA E POLÍTICA
NUCLEO DE ESTUDOS DO ESPAÇO AGRÁRIO E CAMPESINATO



CONVIDA

para o Exame de Qualificação de Doutorado


Titulo: RESISTÊNCIAS DOS CAMPONESES DO QUE HOJE É SUAPE: ENTRE
QUESTÕES DE DESENVOLVIMENTO E AGRÁRIAS


Autora: MERCEDES SOLÁ PEREZ


Orientador: Prof. Dr. Claudio Ubiratan Gonçalves (UFPE)
Examinador Externo: Prof. Dr. Valter do Carmo Cruz (UFF)
Examinador Interno: Prof. Dr. Nilo Américo Rodrigues Lima de Almeida (UFPE)
Coorientador: Prof. Dr. Jorge Ramon Montenegro Gómez (UFPR)
Suplente: Profa. Dra. Mônica Cox de Britto Pereira (UFPE)
Suplente: Prof. Dr. Bertrand Roger Cozic (UFPE)
DIA 31/03/2015 AS 14 hs LOCAL: AUDITÓRIO 5º ANDAR CFCH/UFPE.

quinta-feira, 19 de março de 2015

30ª Semana do Migrante


Semana do Migrante 2015
30ª Semana do Migrante
(14 a 21 de Junho de 2015)
Tema: Sociedade e Migração
Lema: Não ao preconceito, por direitos e participação! 

segunda-feira, 9 de março de 2015

VI Marcha pela Vida das Mulheres e pela Agroecologia reunirá 5 mil agricultoras em Lagoa Seca-PB

Cartaz - VI Marcha pela Vida das Mulheres e pela Agroecologia
Cerca de cinco mil agricultoras e lideranças rurais estarão reunidas em Lagoa Seca, na Paraíba, no dia 12 de março (quinta-feira), na 6ª edição da Marcha pela Vida das Mulheres e pela Agroecologia. A atividade é realizada desde 2010 pelo Polo da Borborema, um fórum de sindicatos e organizações da agricultura familiar que congrega 14 municípios e mais de cinco mil famílias do Agreste da Borborema, com a assessoria da AS-PTA Agroecologia e Agricultura Familiar.
A concentração da Marcha será, à partir das 8h, na área externa do Centro Marista de Eventos, na entrada da cidade, às margens da BR 104. As 9h30, haverá a apresentação de uma peça, encenada pelo Grupo de Teatro Amador do Polo da Borborema. O espetáculo trará situações de violências vivenciadas pelas mulheres que buscam algum tipo de participação política e saem de suas casas à procura de conhecimento. A cantora paraibana Sandra Belê se apresentará na concentração e durante a caminhada.
Após a peça, a Marcha seguirá pela BR 104 e pelas ruas centrais da cidade, entrando em direção à Praça da Igreja Matriz, onde estará montado um segundo palco e uma feira de saberes e sabores, com a apresentação de produtos e experiências, um espaço de visibilidade da contribuição técnica, social, econômica e política das agricultoras para a agroecologia.
Durante todo o percurso, as mulheres seguirão carregando bandeiras, faixas, cartazes e cantando canções que tratam da realidade de desigualdade, isolamento, injustiça e violência a qual muitas mulheres ainda estão submetidas. As participantes vão ainda dar os seus depoimentos de superação e distribuir panfletos, dialogando com a comunidade local durante todo o percurso.
Além da participação das mulheres do Polo da Borborema, a Marcha também receberá caravanas vindas de várias regiões da Paraíba que compõem a Articulação do Semiárido Paraibano (ASA Paraíba), o Coletivo Estadual de Mulheres do Campo e da Cidade, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra da Paraíba (MST-PB) e o Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Campo (MTTC), entre outros movimentos de mulheres.
A Marcha - A Marcha é um momento de denunciar as desigualdades sociais e a violência contra mulher. É também a expressão da luta por direitos e por relações de gênero mais justas na agricultura familiar. Em todos os anos, o ato marca o encerramento de uma série de eventos municipais em que se faz uma leitura crítica das manifestações das desigualdades e a persistência histórica da cultura patriarcal. Busca-se ainda valorizar e dar a visibilidade as estratégias de superação encontradas pelas mulheres e afirmar seu papel na construção do projeto agroecológico para a região.
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Desde de 2014 o trabalho de preparação vem debatendo as questões propostas pela Marcha. “O processo preparatório da Marcha nesse ano foi bastante interessante. Podemos dizer que não paramos de marchar desde Massaranduba, pois o tema das desigualdades entre homens e mulheres perpassou todos os momentos de formação do Polo da Borborema. Contudo, vale destacar o processo de formação específico para marcha. Esse ano, foram mais de 35 encontros municipais e comunitários envolvendo perto de 1500 mulheres. Promovemos um encontro com as lideranças jovens do Polo que por sua vez, se fará presente de forma mais organizada na Marcha. Vale ainda destacar o processo municipal. Os educadores e gestores escolares da rede de educação de Lagoa Seca também participaram de um momento de formação específico e a pauta da Marcha será levada para dentro das salas de aula. É assim que a Marcha vai se consolidando como um forte movimento de mulheres na região da Borborema”, avalia Adriana Galvão Freire, assessora técnica da AS-PTA e da Coordenação da Marcha.

A Marcha pela Vida das Mulheres e Pela Agroecolgia é realizada em um dos 14 municípios que integram a dinâmica do Polo da Borborema. A primeira edição aconteceu em Remígio (2010) com um público inicial de 900 mulheres, em seguida foram realizadas nos municípios de Queimadas (2011), Esperança (2012), Solânea (2013) e Massaranduba (2014) quando marcharam mais de quatro mil mulheres. Em 2015 a Marcha pela Vida das Mulheres e pela Agroecologia conta com o apoio do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Lagoa Seca, CCFD, Misereor, Action Aid, CESE, Secretaria Estadual da Mulher e da Diversidade Humana e Prefeitura Municipal de Lagoa Seca.